ago 26

Existe alguma diferente entre Planejamento e Plano Estratégico? Sim, claro, existe uma grande diferença, e essa diferença é o estado. O planejamento é o processo que temos que passar para chegar ao plano.

 
Bom, na verdade esse post não é sobre esse assunto, aproveitei apenas para tirar uma dúvida que tem gerado vários e-mails em minha caixa postal. Agora voltando ao ponto central do título desse post, STRATEX, o que é isso?
 

STRATEX é uma sigla da frase em inglês: Strategic Expenditures, ou seja, despesas estratégicas. Ela, ou a falta dela é muitas vezes o “principal” erro, segundo os executivos, do não êxito na execução da estratégia, e nesse caso vou concordar em parte.

 
Vamos fazer uma analogia simples para você entender. Vamos supor que você deseja comprar um carro. Procura uma concessionária, encontra o carro que deseja e como não tem dinheiro, resolve financiar. Verifica os juros uma e de outra, está alto, entretanto, o valor da parcela cabe no seu orçamento, então você toma “coragem” e fecha o negócio. Você acredita ter feito um bom negócio?

 
Isso depende de vários fatores. Primeiro se você realmente precisa do carro para trabalhar ou é apenas luxo, ou seja, “qualidade de vida”. Se a segunda opção for a razão da compra, acredito que você tenha feito um péssimo negócio porque não houve o planejamento estratégico correto, pois você não previu, nesse caso, as STRATEXs, que são a despesas que você irá ter para que a “qualidade de vida” aconteça, que são: gasolina, óleo, revisões, manutenções, IPVA, seguros, etc, etc. Agora além da prestação do carro e mais os juros embutido, você terá todas essas despesas. Será que realmente foi boa essa sua estratégia para ter uma melhor “qualidade de vida”?

 
O mesmo acontece com as empresas, muitas vezes elas, em seus planejamentos estratégicos, não fazem as previsões das STRATEXs, e quando chegam ao Plano, ou seja, à hora de executar, falta dinheiro para colocar tudo aquilo que foi planejado no “ar”. Nesse momento começam a dar o velho “jeitinho” e muitas vezes cortam o que era imprescindível para que a estratégia aconteça. Voltando a analogia com o nosso amigo que foi comprar um carro para ter “qualidade de vida”, sem dinheiro para todas as despesas, ele acaba deixando de colocar gasolina no carro e deixando-o parado na garagem.

 
Você deve estar pensando que não existe isso em empresas, digo que está redondamente enganado, nós da CINCO encontramos isso todos os dias em empresas que nos procuram para ajudá-las a resolver problemas de execução em seus planos estratégicos. Mas acredito que isso não é o seu caso da sua empresa… certo!?!?!?.

 
Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.

ago 7

Nessa semana, em um evento da HSM com John Percival, uma referência mundial no ensino de Finanças, ele fez vários questionamentos, porém acredito que o principal deles é se “os decisores conhecem as implicações financeiras de suas decisões?”

 
Nos clientes da CINCO que temos projetos de desenvolvimento e implantação de Gestão Estratégica com o uso do Balanced Scorecard, a maioria dos seus decisores, ou seja, os seus executivos, querem colocar em prática a sua estratégica, porém, muitas vezes elaboram uma estratégia que não condiz com as suas condições financeiras.

 
Lógico, concordo que temos que nos arriscar, isso faz parte do “jogo”, entretanto, para mim existe o risco aceitável (calculado) e já outros são otimistas ao extremo. Conhecemos vários exemplos desse segundo caso, apenas para citar um deles, bem atual, o caso da Sadia.

 
Uma das perspectivas do BSC é a financeira, e quando vamos desenvolver um BSC baseado na estratégia que muitas vezes os executivos criaram e defendem como sendo a “melhor do mundo”, algumas questões sempre ficam sem respostas. Quando questiono se a estratégia defendida com “unhas e dentes” irá criar ou destruir valor no longo prazo, em um primeiro momento se instala um silêncio fúnebre no ar, olhares correm de um lado para o outro e…

 
Quando pensamos em uma estratégia, temos que também pensar se ela irá efetivamente criar valor no longo prazo. Bom, então você pergunta: Tenho que fazer Finanças pensar de maneira Estratégica ou a Estratégia pensar como Finanças? Os dois. Não existe separação. Bom, mais ai é muito difícil. Pois é meu amigo(a), bem vindo ao mundo dos Executivos. Se alguém falou com você que seria fácil, desculpe, mas ele “roubou o seu dinheiro”. Os três processos-chave trabalham juntos, e quando você for desenvolver o seu mapa estratégico, irá ter que trabalhar nas quatro perspectivas do BSC, não só na financeira. Mas esse é assunto para outro momento.

 

Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.

ago 2

Hoje é cada vez mais importante a estratégia para o seu negócio. No processo de desenvolvimento do Planejamento Estratégico (PE), trabalhamos em nossa missão e visão de futuro. Esses dois pontos são o início de tudo, mas muitas organizações negligenciam a sua capacidade de colocar em prática essa missão e visão tão elaborada.

 
O equilíbrio entre o desenvolvimento e a sua implementação tem que existir. Muitas vezes teremos até que “diminuir” a nossa visão de futuro em razão da nossa capacidade de implementá-la.

 
Você pode achar que é incorreto dizer isso, mas a ênfase na estratégia e visão certa, não se pode acreditar que é condição necessária para o sucesso da organização. Tem que verificar se a organização tem a capacidade de colocar em prática essa visão e a sua estratégia para atingi-la.

 
Grandes empresas do mundo inteiro, até mesmo centenárias, vieram a “sumir” do mapa, não em razão de uma má estratégia e sim por uma má execução. E aqui entra, se você tiver curiosidade para pesquisar alguns casos, o equilíbrio entre os três processos-chave de todo negócio: Estratégia, Operações e Pessoas.

 
Chamo a atenção para o processo de Pessoas. Na década de 80, mais de 60% do valor de mercado das empresas eram calculados pelos seus ativos tangíveis. Hoje, esse percentual não chega a 20%. E o que isso muda no seu negócio?

 
Sem dúvida, as oportunidades hoje de criação de valor a longo prazo estão nos seus ativos intangíveis. E necessariamente, estamos falando de Pessoas. Quando falo de Pessoas, estou falando de talento, conhecimento, habilidades de criar, de inovar, de se reinventar. É claro que ativo intangível não é só isso, mas digo que é 70% a 80%.

 
Equilibre a sua atenção para os três processos-chave, pois todos os três têm igual importância e lembre-se, quando for trabalhar na sua estratégia, preocupe se a sua organização tem a capacidade de implementá-la. Se isso acontecer, você estará no caminho certo para criar uma Organização Orientada para a Estratégia.

 
Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.