out 25

Você fez todo o “dever de casa”. Definiu o seu negócio, desenvolveu a sua missão, colocou no papel aonde deseja levar a sua empresa, trabalhou na estratégia para que ela chegue aonde você deseja, montou o mapa estratégico bem claro, trabalhou no “plano de vôo”, tudo como manda a “cartilha” e no final não deu certo. Onde está o erro?

 
Podem ter acontecido várias coisas que levaram a estratégia ao fracasso. Não posso aqui diagnosticar, porque poderia negligenciar vários pontos, mas uma coisa é certa. Você esqueceu ou escolheu as pessoas erradas para executar o planejado.

 
Você pode dizer que escolheu uma empresa maravilhosa para resolver essa questão. Se a empresa realmente é “maravilhosa”, você errou na hora de passar para a empresa o perfil da pessoa que precisava para o cargo. A empresa avaliou a pessoa de acordo com o perfil que você “desenhou” para o cargo, se você “terceirizou” a definição desse perfil, errou novamente, esse trabalho é tarefa do Líder.

 
Você não pode delegar esse trabalho, é de grande importância para o sucesso do plano. Você mais do que ninguém sabe do que precisa ser feito, então é tarefa sua olhar nos olhos da pessoa e dizer: “Sim, essa pessoa vai fazer de tudo para que a nossa estratégia seja um sucesso”. Se você não o fez, ou fez mas não conseguiu “ler”, ou não tem esse “dom”, precisa urgentemente começar a trabalhar essa habilidade.

 
Para que isso aconteça, aqui vai uma dica. Procure saber se a “missão de vida” da pessoa que está escolhendo para um cargo-chave, está alinhada com a missão da empresa, esse pode ser um início para que encontre a pessoa-certa para o cargo-chave em seu negócio. Se você está balançado a cabeça agora dizendo que isso é “impossível”, começo a pensar que você não é a pessoa-certa para esse cargo, porque é parte do trabalho do Líder encontrar as pessoas-certas, se você está achando difícil, acredito que ninguém lhe disse que seria fácil assumir esse cargo.

 

Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.

ago 7

Nessa semana, em um evento da HSM com John Percival, uma referência mundial no ensino de Finanças, ele fez vários questionamentos, porém acredito que o principal deles é se “os decisores conhecem as implicações financeiras de suas decisões?”

 
Nos clientes da CINCO que temos projetos de desenvolvimento e implantação de Gestão Estratégica com o uso do Balanced Scorecard, a maioria dos seus decisores, ou seja, os seus executivos, querem colocar em prática a sua estratégica, porém, muitas vezes elaboram uma estratégia que não condiz com as suas condições financeiras.

 
Lógico, concordo que temos que nos arriscar, isso faz parte do “jogo”, entretanto, para mim existe o risco aceitável (calculado) e já outros são otimistas ao extremo. Conhecemos vários exemplos desse segundo caso, apenas para citar um deles, bem atual, o caso da Sadia.

 
Uma das perspectivas do BSC é a financeira, e quando vamos desenvolver um BSC baseado na estratégia que muitas vezes os executivos criaram e defendem como sendo a “melhor do mundo”, algumas questões sempre ficam sem respostas. Quando questiono se a estratégia defendida com “unhas e dentes” irá criar ou destruir valor no longo prazo, em um primeiro momento se instala um silêncio fúnebre no ar, olhares correm de um lado para o outro e…

 
Quando pensamos em uma estratégia, temos que também pensar se ela irá efetivamente criar valor no longo prazo. Bom, então você pergunta: Tenho que fazer Finanças pensar de maneira Estratégica ou a Estratégia pensar como Finanças? Os dois. Não existe separação. Bom, mais ai é muito difícil. Pois é meu amigo(a), bem vindo ao mundo dos Executivos. Se alguém falou com você que seria fácil, desculpe, mas ele “roubou o seu dinheiro”. Os três processos-chave trabalham juntos, e quando você for desenvolver o seu mapa estratégico, irá ter que trabalhar nas quatro perspectivas do BSC, não só na financeira. Mas esse é assunto para outro momento.

 

Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

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ago 2

Hoje é cada vez mais importante a estratégia para o seu negócio. No processo de desenvolvimento do Planejamento Estratégico (PE), trabalhamos em nossa missão e visão de futuro. Esses dois pontos são o início de tudo, mas muitas organizações negligenciam a sua capacidade de colocar em prática essa missão e visão tão elaborada.

 
O equilíbrio entre o desenvolvimento e a sua implementação tem que existir. Muitas vezes teremos até que “diminuir” a nossa visão de futuro em razão da nossa capacidade de implementá-la.

 
Você pode achar que é incorreto dizer isso, mas a ênfase na estratégia e visão certa, não se pode acreditar que é condição necessária para o sucesso da organização. Tem que verificar se a organização tem a capacidade de colocar em prática essa visão e a sua estratégia para atingi-la.

 
Grandes empresas do mundo inteiro, até mesmo centenárias, vieram a “sumir” do mapa, não em razão de uma má estratégia e sim por uma má execução. E aqui entra, se você tiver curiosidade para pesquisar alguns casos, o equilíbrio entre os três processos-chave de todo negócio: Estratégia, Operações e Pessoas.

 
Chamo a atenção para o processo de Pessoas. Na década de 80, mais de 60% do valor de mercado das empresas eram calculados pelos seus ativos tangíveis. Hoje, esse percentual não chega a 20%. E o que isso muda no seu negócio?

 
Sem dúvida, as oportunidades hoje de criação de valor a longo prazo estão nos seus ativos intangíveis. E necessariamente, estamos falando de Pessoas. Quando falo de Pessoas, estou falando de talento, conhecimento, habilidades de criar, de inovar, de se reinventar. É claro que ativo intangível não é só isso, mas digo que é 70% a 80%.

 
Equilibre a sua atenção para os três processos-chave, pois todos os três têm igual importância e lembre-se, quando for trabalhar na sua estratégia, preocupe se a sua organização tem a capacidade de implementá-la. Se isso acontecer, você estará no caminho certo para criar uma Organização Orientada para a Estratégia.

 
Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

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