set 14

A Segunda Lei de Newton afirma que é preciso de uma força externa para movimentar um corpo em repouso. Contraponto a sua Primeira Lei (Lei da Inércia), digo que na área corporativa, essa lei não existe, pois se a sua organização está parada, tudo ao seu redor está em movimento, inclusive a concorrência, então, na verdade você está andando para trás. Agora infelizmente, a Segunda se faz presente na maioria das organizações.

 
As iniciativas estratégicas são o “como” iremos fazer para atingir os objetivos e metas definidos anteriormente. E para que ela tenha sucesso, existem alguns pontos básicos que devem ser levados em consideração na hora que formos trabalhar nesse item do Planejamento Estratégico.

 
O primeiro ponto é criar um portfólio de iniciativas para cada tema estratégico, daí a importância de ter definido bem claramente os temas estratégico e que sejam objetivos, pois se forem muito vagos, iremos ter problemas nesse estágio.

 
O segundo ponto a ser levado em consideração é a parte financeira (STRATEX). “Como” a organização irá financiar todas essas iniciativas “definidas” como estratégicas? E é certo que nesse momento deveremos criar uma priorização. Para que isso aconteça de forma clara e objetiva, teremos que analisar quais são as iniciativas que terão um retorno alinhado a nossa proposta de valor a ser percebida pelo cliente.

 
E terceiro, e não menos importante, temos que escolher os donos. Todas as iniciativas têm, obrigatoriamente, de ter donos que serão responsáveis pela sua execução e deverão prestar contas do sucesso ou não de suas ações. Esses donos podem ser líderes ou equipes.

 
A equipe executiva da organização é totalmente responsável por esse trabalho. Depois de identificar, classificar e selecionar as iniciativas para cada tema estratégico, deverão definir financiamento para que as mesmas se tornem realidade, delegar responsabilidade, acompanhar a execução e avaliar se o cumprimento das metas definidas no início do processo estão de acordo com o planejado.

  
Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.

ago 26

Existe alguma diferente entre Planejamento e Plano Estratégico? Sim, claro, existe uma grande diferença, e essa diferença é o estado. O planejamento é o processo que temos que passar para chegar ao plano.

 
Bom, na verdade esse post não é sobre esse assunto, aproveitei apenas para tirar uma dúvida que tem gerado vários e-mails em minha caixa postal. Agora voltando ao ponto central do título desse post, STRATEX, o que é isso?
 

STRATEX é uma sigla da frase em inglês: Strategic Expenditures, ou seja, despesas estratégicas. Ela, ou a falta dela é muitas vezes o “principal” erro, segundo os executivos, do não êxito na execução da estratégia, e nesse caso vou concordar em parte.

 
Vamos fazer uma analogia simples para você entender. Vamos supor que você deseja comprar um carro. Procura uma concessionária, encontra o carro que deseja e como não tem dinheiro, resolve financiar. Verifica os juros uma e de outra, está alto, entretanto, o valor da parcela cabe no seu orçamento, então você toma “coragem” e fecha o negócio. Você acredita ter feito um bom negócio?

 
Isso depende de vários fatores. Primeiro se você realmente precisa do carro para trabalhar ou é apenas luxo, ou seja, “qualidade de vida”. Se a segunda opção for a razão da compra, acredito que você tenha feito um péssimo negócio porque não houve o planejamento estratégico correto, pois você não previu, nesse caso, as STRATEXs, que são a despesas que você irá ter para que a “qualidade de vida” aconteça, que são: gasolina, óleo, revisões, manutenções, IPVA, seguros, etc, etc. Agora além da prestação do carro e mais os juros embutido, você terá todas essas despesas. Será que realmente foi boa essa sua estratégia para ter uma melhor “qualidade de vida”?

 
O mesmo acontece com as empresas, muitas vezes elas, em seus planejamentos estratégicos, não fazem as previsões das STRATEXs, e quando chegam ao Plano, ou seja, à hora de executar, falta dinheiro para colocar tudo aquilo que foi planejado no “ar”. Nesse momento começam a dar o velho “jeitinho” e muitas vezes cortam o que era imprescindível para que a estratégia aconteça. Voltando a analogia com o nosso amigo que foi comprar um carro para ter “qualidade de vida”, sem dinheiro para todas as despesas, ele acaba deixando de colocar gasolina no carro e deixando-o parado na garagem.

 
Você deve estar pensando que não existe isso em empresas, digo que está redondamente enganado, nós da CINCO encontramos isso todos os dias em empresas que nos procuram para ajudá-las a resolver problemas de execução em seus planos estratégicos. Mas acredito que isso não é o seu caso da sua empresa… certo!?!?!?.

 
Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

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ago 2

Hoje é cada vez mais importante a estratégia para o seu negócio. No processo de desenvolvimento do Planejamento Estratégico (PE), trabalhamos em nossa missão e visão de futuro. Esses dois pontos são o início de tudo, mas muitas organizações negligenciam a sua capacidade de colocar em prática essa missão e visão tão elaborada.

 
O equilíbrio entre o desenvolvimento e a sua implementação tem que existir. Muitas vezes teremos até que “diminuir” a nossa visão de futuro em razão da nossa capacidade de implementá-la.

 
Você pode achar que é incorreto dizer isso, mas a ênfase na estratégia e visão certa, não se pode acreditar que é condição necessária para o sucesso da organização. Tem que verificar se a organização tem a capacidade de colocar em prática essa visão e a sua estratégia para atingi-la.

 
Grandes empresas do mundo inteiro, até mesmo centenárias, vieram a “sumir” do mapa, não em razão de uma má estratégia e sim por uma má execução. E aqui entra, se você tiver curiosidade para pesquisar alguns casos, o equilíbrio entre os três processos-chave de todo negócio: Estratégia, Operações e Pessoas.

 
Chamo a atenção para o processo de Pessoas. Na década de 80, mais de 60% do valor de mercado das empresas eram calculados pelos seus ativos tangíveis. Hoje, esse percentual não chega a 20%. E o que isso muda no seu negócio?

 
Sem dúvida, as oportunidades hoje de criação de valor a longo prazo estão nos seus ativos intangíveis. E necessariamente, estamos falando de Pessoas. Quando falo de Pessoas, estou falando de talento, conhecimento, habilidades de criar, de inovar, de se reinventar. É claro que ativo intangível não é só isso, mas digo que é 70% a 80%.

 
Equilibre a sua atenção para os três processos-chave, pois todos os três têm igual importância e lembre-se, quando for trabalhar na sua estratégia, preocupe se a sua organização tem a capacidade de implementá-la. Se isso acontecer, você estará no caminho certo para criar uma Organização Orientada para a Estratégia.

 
Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

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