out 25

Você fez todo o “dever de casa”. Definiu o seu negócio, desenvolveu a sua missão, colocou no papel aonde deseja levar a sua empresa, trabalhou na estratégia para que ela chegue aonde você deseja, montou o mapa estratégico bem claro, trabalhou no “plano de vôo”, tudo como manda a “cartilha” e no final não deu certo. Onde está o erro?

 
Podem ter acontecido várias coisas que levaram a estratégia ao fracasso. Não posso aqui diagnosticar, porque poderia negligenciar vários pontos, mas uma coisa é certa. Você esqueceu ou escolheu as pessoas erradas para executar o planejado.

 
Você pode dizer que escolheu uma empresa maravilhosa para resolver essa questão. Se a empresa realmente é “maravilhosa”, você errou na hora de passar para a empresa o perfil da pessoa que precisava para o cargo. A empresa avaliou a pessoa de acordo com o perfil que você “desenhou” para o cargo, se você “terceirizou” a definição desse perfil, errou novamente, esse trabalho é tarefa do Líder.

 
Você não pode delegar esse trabalho, é de grande importância para o sucesso do plano. Você mais do que ninguém sabe do que precisa ser feito, então é tarefa sua olhar nos olhos da pessoa e dizer: “Sim, essa pessoa vai fazer de tudo para que a nossa estratégia seja um sucesso”. Se você não o fez, ou fez mas não conseguiu “ler”, ou não tem esse “dom”, precisa urgentemente começar a trabalhar essa habilidade.

 
Para que isso aconteça, aqui vai uma dica. Procure saber se a “missão de vida” da pessoa que está escolhendo para um cargo-chave, está alinhada com a missão da empresa, esse pode ser um início para que encontre a pessoa-certa para o cargo-chave em seu negócio. Se você está balançado a cabeça agora dizendo que isso é “impossível”, começo a pensar que você não é a pessoa-certa para esse cargo, porque é parte do trabalho do Líder encontrar as pessoas-certas, se você está achando difícil, acredito que ninguém lhe disse que seria fácil assumir esse cargo.

 

Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.

out 16

A comunicação dos objetivos e medidas é o primeiro passo para a obtenção do comprometimento individual com a estratégia da organização. Mas a conscientização normalmente não é suficiente para mudar um comportamento.

 
Trabalho com uma linha de pensamento que a primeira vista pode ser utópica, entretanto se você a conseguir, o sucesso estará garantido. Precisamos sim trabalhar com as pessoas certas nos cargos certos, porém temos que levar em consideração se essa pessoa tem o pensamento alinhado com o da organização.

 
Quando falo pensamento alinhado, estou dizendo que o cumprimento de sua missão de vida tem que estar também o cumprimento da missão de vida da organização. Esse é o principal fator que deve-se analisar se tomamos a decisão certa ao preencher aquele determinado “assento” com àquela pessoa, caso isso não aconteça, você ficará dando “muro em ponta de faca” eternamente ou trocar, porque quando ela tiver que escolher entre cumprir a sua missão ou a da organização, é claro que a pessoal prevalecerá.

 
Hoje inclusive já existem empresas que colocam do lado dos seus mapas estratégicos, o mapa estratégico da equipe que irá executar a estratégia desenhada.

 
A construção de um Balanced Scorecard ligando a missão e a estratégia de uma organização a objetivos e metas é apenas o começo da utilização do BSC como sistema estratégico de apoio a decisão. O Balanced Scorecard deve ser comunicado para toda a organização, inclusive as suas unidades de negócio externa e/ou de apoio.

 

O mais importante é alinhar a missão pessoal das pessoas-chave com as metas e objetivos da organização, se isso não acontecer, o investimento vira custo, e pelo que eu sei, ninguém gosta de ter mais custos.

 
Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.

set 14

A Segunda Lei de Newton afirma que é preciso de uma força externa para movimentar um corpo em repouso. Contraponto a sua Primeira Lei (Lei da Inércia), digo que na área corporativa, essa lei não existe, pois se a sua organização está parada, tudo ao seu redor está em movimento, inclusive a concorrência, então, na verdade você está andando para trás. Agora infelizmente, a Segunda se faz presente na maioria das organizações.

 
As iniciativas estratégicas são o “como” iremos fazer para atingir os objetivos e metas definidos anteriormente. E para que ela tenha sucesso, existem alguns pontos básicos que devem ser levados em consideração na hora que formos trabalhar nesse item do Planejamento Estratégico.

 
O primeiro ponto é criar um portfólio de iniciativas para cada tema estratégico, daí a importância de ter definido bem claramente os temas estratégico e que sejam objetivos, pois se forem muito vagos, iremos ter problemas nesse estágio.

 
O segundo ponto a ser levado em consideração é a parte financeira (STRATEX). “Como” a organização irá financiar todas essas iniciativas “definidas” como estratégicas? E é certo que nesse momento deveremos criar uma priorização. Para que isso aconteça de forma clara e objetiva, teremos que analisar quais são as iniciativas que terão um retorno alinhado a nossa proposta de valor a ser percebida pelo cliente.

 
E terceiro, e não menos importante, temos que escolher os donos. Todas as iniciativas têm, obrigatoriamente, de ter donos que serão responsáveis pela sua execução e deverão prestar contas do sucesso ou não de suas ações. Esses donos podem ser líderes ou equipes.

 
A equipe executiva da organização é totalmente responsável por esse trabalho. Depois de identificar, classificar e selecionar as iniciativas para cada tema estratégico, deverão definir financiamento para que as mesmas se tornem realidade, delegar responsabilidade, acompanhar a execução e avaliar se o cumprimento das metas definidas no início do processo estão de acordo com o planejado.

  
Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.

« Página Anterior