Como montar uma equipe campeã?

Acredito que serei mais um a citar a história do jogo entre Santos e Barcelona. Mas irei utilizá-lo apenas como pano de fundo para entrar em um assunto complexo e polêmico que é sobre os principais pontos a serem observados para que consiga montar uma equipe campeã.

Impreterivelmente, temos que começar pela cabeça, ou seja, quem será o líder dessa equipe. Então quais são as competências e habilidade que um líder tem que possuir para montar uma equipe campeã? Como saberei que escolhi a pessoa certa? Como avaliar?

Infelizmente, ou felizmente, não existe uma receita de bolo, entretanto um ponto crucial, você deverá observar nessa escolha, a humildade. Ser humilde é admitir que não sabe tudo, que pode errar e estar pronto a aprender com os erros, é saber criticar de forma construtiva e receber críticas, entender que o sucesso dependerá da soma de todos, que os “louros” das vitória não são apenas dele e sim de todos, é usar o NÓS em vez do EU.

Agora, após escolher o líder, ele saberá escolher a equipe que venha complementar as suas necessidades em razão das tarefas que precisará entregar, mas para que essa equipe tenha sucesso, alguns pontos devem ser observados e corrigidos. A confiança é fundamental para que se tenha uma equipe, se existem pessoas dentro da equipe que desconfiam do seu líder e de qualquer membro, esta equipe não chegará ao pódio. Pois a desconfiança irá gerar várias disfunções em série nessa equipe. Um dos pontos principais é a fuga de conflitos.

O conflito é super positivo em uma equipe, opiniões divergentes são alimentos para o crescimento e aprendizado. Se nem todos gozam da mesma opinião, e quando não se tem confiança, os membros omitem a opinião para evitar o conflito, e sem conflito, não existe crescimento.

Vale ressaltar que estamos falando de pessoas maduras que em um conflito não tem a tendência de levar para o lado pessoal. Quando se tem confiança e maturidade para enfrentar os conflitos, o resultado é um comprometimento de todos.

Esse compromisso é gerado pelas discussões sobre o certo e o errado e que nem sempre no final existe um consenso, mas como todos foram ouvidos, é quase certeza que estarão comprometidos com a decisão final. Se existe comprometimento de todos, acaba gerando uma responsabilidade compartilhada, tanto na vitória quanto na derrota. Todos sabem que terão que buscar a excelência, e que serão responsáveis pelos resultados.

A falta de responsabilidade é um grande corrosivo em um ambiente de equipe. Lembre-se, uma grande equipe começa com um grande líder que entenda todas essas disfunções que podem corroer o sentimento de equipe, mas também tem que existir talentos, mas não estrelas, porque os que se acham estrelas, quase sempre desejam que a equipe jogue em função dele e não estão comprometidos com os resultados da equipe e sim os próprios, mas volto a dizer, “quase” sempre, existem exceções.


Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante, escritor, colunista da seção de carreira nos portais: CorreioWeb, UAI, Pernambuco.com, DN OnLine, entre outros veículos dos Diários Associados e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.

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Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução parcial ou total desta obra está autorizada desde que citada a fonte www.amaurinobrega.com.br.

Indicadores: Pontos-chave.

É fato que para executar uma Estratégia, preciso de Pessoas. Infelizmente, as nossas empresas muitas vezes negligenciam esse fato, e acabam investindo mais nas Operações do que nas Pessoas.

Um dos grandes indicadores, que muitas empresas não tem, é a quantidade de Pontos–chave que eu tenho e quantos estão preenchidos com as pessoas certas. Mas como definir isso?

Se você tem uma estratégia que deseja dobrar de tamanho o seu negócio em 5 anos, suas ações necessariamente deverá contemplar fusões e aquisições. Para que seja um processo tranquilo, será importante ter na empresa um “Negociador”. Você deverá ter uma pessoa que tenha desenvoltura em negociar, gerenciar bem os conflitos, saber trabalhar as emoções e ter diplomacia nas negociações.

Jim Collins diz que suas pesquisas provam que a primeira coisa é “Quem”: “Quem” antes da Estratégia, “Quem” antes das Táticas, primeiro “Quem”, depois “O quê”.

Acredito que em uma empresa média, você tem pelos menos uns 5 pontos-chave. Procure fazer isso hoje na sua empresa. Identifique os seus pontos-chave e defina quais sãos as habilidades e competências que as pessoas que irá preenche-los deverá ter, após esse trabalho, monte um currículo padrão desejado para cada ponto-chave.

O próximo passo é avaliar se a pessoa que está atualmente no cargo está apta ou não. Caso a resposta seja negativa, defina se será necessário investir no desenvolvimento dela ou se será necessário buscar no mercado outra pessoa.


Amauri Nóbrega é consultor executivo, coache, palestrante, escritor, colunista da seção de carreira nos portais: CorreioWeb, UAI, Pernambuco.com, DN OnLine, entre outros veículos dos Diários Associados e autor de diversos artigos sobre Gestão Estratégica, BSC e Gestão Estratégica da Carreira.


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